... na busca dessa famigerada raça chamada Jornalistas 2.0 em Portugal
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Out 09

Procurando dar resposta ao último item que integra a primeira actividade da disciplina de Projecto de Dissertação, proponho-me, nesta quarta incursão pelos meandros do purgatório (aquele estranho limbo entre o céu e o inferno!), a apresentar algumas soluções operacionais a partir das quais pretendo desenvolver o meu projecto de investigação, assim como dar conta das opções que pretendo evitar e daquelas que são uma possibilidade a avaliar. Passo a explicar:

 

1) “gonna do’s” : Nunca será demais reforçar a necessidade  de beber, nesta primeira fase do trabalho,  o máximo de informação possível no sentido de dotar o trabalho de uma sustentação teórica capaz de dar resposta às diferentes questões levantadas pelo projecto. Para isso, tenho vindo a efectuar uma pesquisa diária que tem abrangido bibliotecas online genéricas e especializadas, ferramentas de pesquisa como o Google Scholar, mas também blogues e sites noticiosos. Neste momento possuo cerca de 80 referências com graus de pertinência variada (pretendo iniciar esta semana a escrita de fichas de leitura de modo a organizar as leituras e a efectuar a necessária filtragem da informação) resultante da pesquisa pelos seguintes termos/conceitos fundamentais:

 

Palavras-Chave: Redes Sociais, Media Sociais, Jornalismo, Jornalistas, Ciberjornalismo, Twitter, Facebook, Jornalismo do Cidadão, Blogues, Web 2.0

Keywords: Social Networks, Social Media, Ciberjournism, Twitter, Facebook, Citizen Journalism, blogs, Web 2.0.

 

Paralelamente à pesquisa teórica, tenho procurado também estabelecer uma base de contacto com investigadores portugueses que já tenham trabalhado nesta área e que possam ajudar (juntamente com o orientador) a traçar um caminho o mais definido possível no tocante às temáticas e referências fundamentais nesta área  . Entre eles destaco nomes como os de Fernando Zamith e Hélder Bastos (ambos jornalistas, meus antigos professores e com trabalhos académicos sobre o ciberjornalismo em Portugal), Paulo Frias (também meu ex-professor e especializado na área a dos novos media, com especial interesse pelos media sociais), Paulo Querido (jornalista, académico e principal dinamizador do site TwitterPortugal) e António Granado, docente da Universidade do Minho e um “pensador” dos novos desafios enfrentados pelo jornalismo e respectivos profissionais.

 

Uma última vertente da pesquisa que será um “gonna do” fundamental passa por recolher desde já um conjunto de dados e referências que me permitam traçar um primeiro perfil do jornalismo/jornalistas portugueses, com natural enfoque na sua relação com a internet e, se possível, com as redes sociais. Alguns dos autores acima citados abordam estas matérias, sendo ainda de destacar alguns dados estatísticos já recolhidos através de notícias publicadas em blogues e sites noticiosos.

 

Perspectivando a componente mais prática do trabalho,  diria que o desafio mais motivante passará , como já disse, por tentar traçar um perfil inédito dos jornalista português 2.0, percebendo em que medida é que ele usa os media sociais online na sua prática profissional e de que modo é que essa utilização se reflecte no trabalho que produz diariamente (acesso às fontes, recolha de informação, trabalho colaborativo com outros utilizadores/jornalistas). Neste cenário, penso que o mais certo será construir e aplicar um inquérito  a jornalistas de um determinado número de redacções de media portugueses,  procurando traçar o seu perfil enquanto utilizadores (ou não) das redes sociais, em contexto profissional (usa? Quais? com que fins? com que regularidade?, etc). Em aberto está ainda a possibilidade de incluir perguntas de resposta aberta aos jornalistas que se confessem utilizadores dos media sociais, de modo a perceber, de forma mais aprofundada, o modo como integram estas ferramentas no seu trabalho, a par da sua percepção sobre questões como o acesso a novas fontes de informação (a partir da interacção (passiva ou activa) com os utilizadores ditos comuns, as questões éticas/deontológicas associadas, etc. (a estudar - como tudo - com a orientadora)

 

2) “Perhaps I'll do” – Em função dos próximos encontros com a orientadora e da necessária definição do objecto de estudo do meu projecto, posso vir a pensar numa estratégia que permita dar resposta às últimas questões de investigação apresentadas anteriormente. No caso de avançar, proponho a realização de  entrevistas a responsáveis directivos/editoriais de vários órgãos de comunicação social portugueses (preferencialmente, daqueles cujos jornalistas venham a ser inquiridos no âmbito deste trabalho). O objectivo passará por perceber em que medida é que a utilização dos media sociais  é incentivada/censurada nas redacções, contrapondo esses dados com as práticas reais dos jornalistas.

 

3) “(Not) “gonna do’s”:  Confesso que nesta fase inicial do trabalho, o esforço tem sido sobretudo o de estudar e avaliar as diferentes abordagens abertas pelas problemáticas apresentadas anteriormente . Daí que, apear da necessidade de uma rápida definição do tema de investigação, ainda não consegui perceber claramente o que não vou fazer de todo. Por enquanto isto não é algo que me preocupe, até porque acho que é vantajoso partir de uma análise mais alargada dos fenómenos para, progressivamente, conseguir deslindar uma estratégia mais concreta e dirigida a uma problemática o mais precisa possível

 

Ainda assim,  posso dizer já que pretendo evitar  fazer algo demasiadamente teórico e de cariz especulativo (que diria pelo tamanho dos posts, ah? :-d). Na verdade já existe muita discussão em torno a temática da utilização da internet, e mais especificamente ddos media sociais, por parte dos jornalistas,  mas toda ela tende a não se sustentar em dados concretos recolhidos junto dos profissionais da comunicação. É esse cariz prático que pretendo dar ao meu projecto, algo que se torna – passe a humildade – ainda mais inovador no contexto português, muito pouco explorado no que toca às temáticas em estudo.

 

4) “don't have clues”: Não faço ideia daquilo que não faço ideia do que vou fazer  num projecto onde ainda direi muitas vezes “não faço ideia” :-D

 


mais sobre mim
Tema do Projecto
JORNALISTAS 2.0: PROBLEMA OU OPORTUNIDADE NAS REDACÇÕES DA IMPRENSA DIÁRIA PORTUGUESA? (ainda em estudo. queria usar a palavra conversação algures...)
Autor
Tiago J. Reis
Âmbito
Mestrado em Comunicação Multimédia | Multimédia Interactivo pela Universidade de Aveiro
Ano Lectivo
2009/2010
Orientadora
Lídia Oliveira Hélder Bastos (co-orientador)
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