... na busca dessa famigerada raça chamada Jornalistas 2.0 em Portugal
23
Out 09

Apesar de ter prometido postar diariamente (foi na minha fase suicidade.. compreende-se!), esta última semana serviu para reflectir com alguma profundidade sobre “onde quero chegar” com o meu projecto, e para redefinir algumas questões que estavam ainda pendentes no que toca à temática a explorar.

 

Tudo começou na passada sexta-feira, dia da 2ª reunião presencial com a orientadora. Perante as minhas dúvidas (que venho partilhando exaustivamente neste blogue) em torno do enfoque a dar ao trabalho, rapidamente percebemos que um estudo que focasse os jornalistas indiscriminadamente (independentemente do órgão a que pertence, da idade) seria extremamente complexo. Sendo assim, o principal objectivo delineado nessa curta reunião acabou por ser aparentemente simples mas terrivelmente importante: descobrir um alvo de estudo mais específico mas que não fugisse às bases em que se suporta o trabalho: reflectir e avaliar a presença do jornalismo produzido em Portugal - na pessoa dos jornalistas – nos media sociais, tendo em conta as problemáticas associadas a esta matéria (ver o resto dos posts! :-D e esperar pelo enquadramento teórico!)

 

Entretanto, e porque o fim-de-semana foi passado fora mas sempre com o pensamento nao mestrado (não que tenha gostado, confesso), fez-se nova luz (espero que pela última vez…). Assim, resolvi redireccionar o alvo do meu estudo para os futuros jornalistas portugueses, entendidos aqui na pessoa dos estudantes de licenciaturas de comunicação social em Portugal. Mantendo toda a problemática adjacente à relação entre Jornalismo e media sociais (desafios, oportunidades, incompatibilidades...) proponho então focar-me num grupo cujo contacto com os media sociais é, à partida, um dado adquirido e potencialmente relevante no modo como os jovens “candidatos”  jornalistas encaram(encerarão as práticas e rotinas tradicionais associadas à profissão.

 

Sendo assim, e numa altura em que ainda estou a divagar em torno da "nova" questão de investigação, os objectivos passam por perceber:

 1) atitudes e representações  dos futuros jornalistas (pensei em fechar isto aos finalistas das licenciaturas de Jornalismo) face aos media sociais ( (utilizam, quais, com que objectivos, o que procuram, etc.), 
2) o posicionamento dos estudantes, futuros jornalistas, face à utilização dos media sociais na prática jornalística (concordam ou não? para que fins, qual a utilidade das lógicas colaborativas, etc)
3)  que estratégias são desenvolvidas, ou não, no cursos superiores de Jornalismo no sentido de integrarem os media sociais nos programas e projectos curriculares desenvolvidos junto dos estudantes.

Em termos da estratégia metodológica a implementar, e dando resposta a um dos desafios lançados para esta semana na cadeira de Projecto, este trabalho traduzir-se ia desde logo em:

 

a)      levantamento (via inquérito) das atitudes e representações dos futuros jornalistas (estudantes finalistas das várias licenciaturas em Jornalismo do país ), no que toca à utilização dos media sociais (utilizam? Quais? Com que motivações? Que hábitos de interacção? Assumem uma postura mais passiva ou interveniente?) dando corpo ao objectivo (1).

 

b)      O ponto 2) também poderia ser perceptível a partir do levantamento proposto em cima, ainda que eu gostasse de realizar uma actividade mais de âmbito experimental, no qual um grupo de estudantes a seleccionar tivesse que cumprir um determinado desafio (escrita de uma notícia, realização de uma entrevista) que permitisse avaliar o impacto dos media sociais no seu trabalho, logo a partir do meio académico (a que fontes recorreram, com quem falaram e por que meios, etc,).

(Estou consciente de que esta última hipótese acarretará um volume de trabalho provavelmente incomportável tendo em conta o tempo disponível,

 

c)       Last but not the least. De forma a aprofundar o conhecimento da realidade “aberta” pelo levantamento realizado junto dos estudantes, e abrindo já novas portas de análise que acabam por estar limitadas por uma abordagem puramente descritiva, proponho por fim, a realização de entrevistas a responsáveis pelo planeamento e docência das licenciaturas lecionadas em Portugal na área do Jornalismo (são entre 8 e 9). Enquadrada na reposta ao objectivo 3), esta proposta metodológica encarna uma finalidade mais explicativa, já que a intenção é, não só perceber o que existe (políticas de integração dos media sociais nos cursos), mas porque é que tal acontece.

 

Sintetizando o que foi dito, teríamos como resultado  deste trabalho um primeiro retrato sobre a integração dos futuros jornalistas portugueses nos media sociais e sobre a presença destes na aprendizagem da profissão. Abdicando dos sempre perigosos exercícios de futurismo, acredito que este quadro permitirá lançar vários caminhos sobre aquilo que poderemos vir a esperar do jornalismo nos próximos anos (a "valiadade é imprevisível mas o que é que não é no actual contexto tecnológico?) e dos novos caminhos, do ponto de vista das práticas e rotinas jornalísticas, que eu acredito estarem a ser abertos pelas lógicas colaborativas da Web 2.0.

Numa fase em que já se exige algum trabalho de sistematização em torno dos projectos que estão em curso, confesso que não estou muito preocupado por persistir neste esforço de levar a cabo um estudo interessante e relevante para um tema que me parece ter um elevado grau de exploração ao nível de investigação, quer ao nível dos Estudos Jornalísticos, quer ao nível da Comunicação Multimédia. Neste último caso, destaco a necessidade de se compreender as características e o contexto em que se movimentam os públicos efectivos e potenciais de um determinado produto (neste caso, os diferentes serviços que são criados dentro dos media sociais), podendo residir nesse entendimento a eficácia de projectos que venham a ser desenvolvidos.

E pronto, com esta me fico… durante alguns segundos.

 

Nota: zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

 


mais sobre mim
Tema do Projecto
JORNALISTAS 2.0: PROBLEMA OU OPORTUNIDADE NAS REDACÇÕES DA IMPRENSA DIÁRIA PORTUGUESA? (ainda em estudo. queria usar a palavra conversação algures...)
Autor
Tiago J. Reis
Âmbito
Mestrado em Comunicação Multimédia | Multimédia Interactivo pela Universidade de Aveiro
Ano Lectivo
2009/2010
Orientadora
Lídia Oliveira Hélder Bastos (co-orientador)
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