... na busca dessa famigerada raça chamada Jornalistas 2.0 em Portugal
13
Out 09

Na próxima, sexta-feira, irei reunir com a orientadora de modo a definir de vez o objecto de estudo do meu projecto, procurando dar ordem ao caos de conceitos e ideias que, como poderão perceber pelo testamento vomitado abaixo, ainda me envolve. Contudo, há um conjunto  de pontos que eu gostava de levar mais  esclarecidos. O principal coloca-se na forma de uma pergunta

Deverei cingir o meu estudo à presença dos jornalistas nas redes sociais ou acham pertinente ampliar o âmbito do estudo, abrangendo outras ferramentas Web 2.0 como os blogues, as wikis , os serviços de Instant Messenging, entre outros que podem interferir igualmente na forma como o jornalista se movimente dentro do mundo online?


Sintam-se à vontade para propor novas sugestões que considerem pertinentes. Todas as ajudas são poucas na missão a que me propus de encontrar e a estudar até ao tutano o “bicho” jornalista no habitat Web 2.0… :-D


Olá Tiago!
Deixo aqui a minha opinião, espero ajudar-te.

Olhando para a tua pergunta de investigação acho que existe à partida um problema: "redes sociais online" parece-me um âmbito de investigação muito ambicioso. Não achas que isso é um campo de análise muito vasto para uma tese de 12 meses? Penso que no enquadramento teórico tenhas que passar um bocadinho pelo que se entende por redes sociais online e dar exemplos, mas para o teu estudo propriamente dito, não achas melhor cingires-te apenas a uma - ou duas no caso de queres ter objectos de comparação - redes sociais (as que achares que são as onde andam mais jornalistas à pesca de informação), para poderes fazer um estudo mais aprofundado que te permita aferir o que pretendes?
A segunda coisa que eu achei um pouco estranha é colocares a questão com um "OU". O facto de até poder ser o caminho para a sobrevivência não invalida que não possa ter problemas éticos e vice-versa, não é? Digo eu!!

A minha ajuda para a questão de investigação (Exemplo com a rede social Facebook): Os jornalistas portugueses no Facebook: o caminho da sobrevivência?

Assim penso que focas mais o estudo e depois até pode ser que venhas a verificar que esse é o caminho para a sobrevivência dos jornalistas e paralelamente provar que existem problemas éticos inerentes. O facto de não colocares isso na questão de investigação não invalida que não obtenhas conclusões nesse campo e que não dissertes sobre elas ;)

Pronto, desculpa o testamento, mas a culpa é tua, que pediste opiniões! :)
marilia a 13 de Outubro de 2009 às 12:38

Olá Marília,

Obrigado pelo contributo.

Relativamente ao "OU", trata-se apenas de marcar a diferença clara entre duas realidades antagónicas que estão associadas à utilização das redes socais pelos jornalistas. Além disos, não se trata da questao de investigação propriamente dita (essas estão dispostas de forma mais clara no terceiro post), pelo que optei por essa demarcação ainda que ,em rigor, as duas realidades coexistam (daí a sua complexidade).

Quanto à amplitude do estudo, admito de facto que, em tão pouco tempo, será difícil conseguir fazer um estudo decente a não ser que focalize (pelo menos o estudo de caso) numa só rede social ou ferramenta web 2.0 na qual seja mais visível a presença dos jornalistas portugueses. Nesse sentido, talvez optasse pelo Twitter (mas são tantas as redes sociais com potencial!!!

A alternativa, também pode passar por, em vez de seleccionar uma só rede e chafurdar-me nela como se não houvesse amanhã, escolher antes um aspecto específico da utilização da(s) rede(s) social(ais) por parte dos jornalistas e explorá-lo dentro da utilizçaõa genérica que ele faz das redes sociais. E aí as hipóteses voltam a ser imensas: recolha e acesso a fontes de informação (com os problemas éticos e deontoglógicos já apontados), fomento da solidariedade profissional a partir da criaçao de redes com outros jornalistas, mudança (Informalização?) da relação com os públicos (ex: caso da Alberta Marques Fernandes no Twitter), auto promoção através das redes sociais, blablabla

que acham?
Uma rede e estudo exaustivo sobre a utilziação que lhe é dada nos vários níveis identifados?

OU

Exploração de um nível de utilização ap artir do estudo da prersença dos jornalsitas estudados na globalidade da web 2.0 (pronto pronto, apenas nas redes sociais :-D)

PS: se houver erros no comentário, é porque o meu teclado é disléxico.
tiagoreis a 13 de Outubro de 2009 às 13:45

Guiei-me pela questão que tens ali ao cantinho, sorry :)

Assim sendo, e depois de perceber melhor, acho interessante a exploração da vertente "recolha e acesso a fontes de informação", escolhes algumas redes sociais e fazes um estudo semi-aprofundado que sempre te dá uma visão mais alargada das coisas. (Digo eu!)

Boa continuação! ;)
marilia a 13 de Outubro de 2009 às 16:22

mais sobre mim
Tema do Projecto
JORNALISTAS 2.0: PROBLEMA OU OPORTUNIDADE NAS REDACÇÕES DA IMPRENSA DIÁRIA PORTUGUESA? (ainda em estudo. queria usar a palavra conversação algures...)
Autor
Tiago J. Reis
Âmbito
Mestrado em Comunicação Multimédia | Multimédia Interactivo pela Universidade de Aveiro
Ano Lectivo
2009/2010
Orientadora
Lídia Oliveira Hélder Bastos (co-orientador)
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